segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Casamento Gay - afinal de contas, o que realmente incomoda?



O tema “Casamento Gay” não é novidade para ninguém. Com projetos de lei tramitando pelo senado, esperando aprovação e sendo usados como tema em algumas campanhas vemos uma incessante busca não mais por visibilidade, mas por respeito e direitos legais que devem ser comuns a todo cidadão.

Em 1998, com uma estimativa de 7 mil integrantes, a parada do orgulho LGBT de São Paulo inicia a passeata com o tema “ Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos” e em 2005, com aproximadamente 2,5 milhões de pessoas o movimento grita em seu tema “Parceria civil, já! Direitos iguais: nem mais nem menos.”, reforçando que há sim a necessidade da criação de políticas e leis que prezem pelo bem estar e por direitos a gays, lésbias, bissexuais e trangêneros.

Na constituição não existe se quer um artigo que comente sobre parcerias homoafetivas, desta forma tornando difícil qualquer processo envolvendo tal situação. Casos de perdas matérias, pensões entre outros direitos dentro de uma clausula de casamento são uma constante realidade, principalmente quando a família de algum dos parceiros é e sempre foi contra a união do casal.

No Brasil, o estado do Rio Grande do sul tornou-se pioneiro em casamentos homoafetivos, mudanças de sexo e nome nos documentos pessoais, talvez por ser um estado progressista, ou também por ter uma população madura e estudada, o que muda os pontos de vista sobre diversos assuntos.

A parceria civil entre casais do mesmo sexo ocorre pelo mesmo motivo que de casais heterossexuais: Oficialização da união e proteção sobre o casal e os bens conquistados pelos mesmos.

Afinal de contas, realmente faz alguma diferença a orientação sexual de um casal?
O que a sociedade, e principalmente grupos religiosos tem a ver com a felicidade e as vontades legais de um casal?
Se perante a lei somos todos iguais, por que somos vetados a tais direitos?

Acho bacana ressaltar que o que nos incomoda, nada mais é que um assunto e um estado psicológico e até espiritual mal resolvido dentro de nós.

Indico o livro “Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis – editora Garamond Universitária”, com diversos artigos escritos por diferentes profissionais em suas respectivas áreas, comentando assuntos tão polêmicos e normais em nossa sociedade.

O que é de direito do ser humano não deve nunca ser questionado e negado, principalmente se tal negação parte de uma base preconceituosa e infantil.







Dedicado a Marcelo Dalla.

Um comentário:

marcelo dalla disse...

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Fico lisongeado e honrado. O artigo está excelente! Assino embaixo.
Bjossssssssss

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