segunda-feira, 29 de março de 2010

Seguro de vida LGBT - Realidade em crescimento





Recentemente tive o prazer de encontrar uma reportagem excelente sobre seguro de vida, casamento homoafetivo e a comunidade LGBT.

A matéria “Will Gay Marriage Bring New Marketing Opportunities for Agents” do site insurancejournal.com explica como estados Norte Americanos que tem em suas jurisprudências o casamento homoafetivo reconhecido tem um aumento no mercado especializado, principalmente companhias de seguro para casais gays.

O "mercado gay" nos Estados Unidos é enorme, de acordo com a Texas-based Merge Media, que estima o poder de compra dos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT) a cerca de US $ 800 bilhões em 2008. Além de ser grande no poder de compra, o público LGBT tende a ter uma forte fidelidade a uma marca específica...” segundo o site insurancejournal.

A empresa Merge Media conta com uma lista de clientes como BMW, Coors e Hotels e explica que 89% dos adultos LGBT’s procuram por marcas que anunciam na mídia gay, e a cada quatro consumidores gays, três procuram marcas com produtos direcionados a eles."Os estudos mostram consistentemente que os consumidores gays e lésbicas têm muito mais probabilidade de concentrar seus gastos em empresas que tenham sensibilidade e direcionamento para se comunicar com eles", disse Colleen Dermody, vice-presidente da Witeck-Combs Communications, uma empresa de comunicação especializada no mercado GLBT. 

Kevin B.Foley é proprietário do PFT & K Corretores de Seguro, em Nova Jersey, estado que aprovou a união civil gay em 2006. Kevin explica que muitas operadoras de seguros começam a enfatizar a cobertura de parceiros em uniões civis LGBT’s e que o reconhecimento de um cônjuge é extremamente importante a comunidade seja em termos de seguro de saúde ou seguro de vida, uma vez que as seguradoras convencionais descartam esta possibilidade, esquecendo-se dos direitos que seus clientes têm.

Segundo Tim Dodge, porta-voz dos agentes de seguro independentes e corretores de Nova Iorque, a cidade cujo casamento gay é reconhecido não conta com uma boa estratégia de marketing por parte das seguradoras, "Eu realmente não vi nenhuma agências fazendo um grande esforço de marketing para isso", disse ele.   

Mesmo em estados onde gays e lésbicas não têm permissão para se casar, agentes de seguros estão sendo convidados a olhar com outros olhos para este mercado e começar a desenvolver produtos/serviços que os atendam. Em Michigan, onde o casamento gay foi proibido em 2004, o Escritório de Regulamento Financeiro e de Seguros (OFIR) começou a oferecer dicas sobre a aquisição de seguros para  residentes do estado que têm parceiros do mesmo sexo, uma maneira de evitar abusos ou injustiças, uma vez que é necessário observar com calma a jurisprudência do estado e ver o que é possível ser feito pelo casal.


No Brasil a situação é um pouco diferente, onde a oferta é pequena e a demanda não para de crescer, principalmente nas cidades maiores como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, locais onde a comunidade LGBT tem maior representação de mercado.

A seguradora American Life lançou o primeiro seguro de vida para gays, lésbicas e transgêneros no Brasil, o Vida Freedom. “Treinamos todo o nosso pessoal de atendimento para recebê-los com todo respeito e a naturalidade que nem sempre se encontra no mercado de seguros”, afirma o executivo da American Life, Francisco Fernandes.


“Estamos investindo pesado porque acreditamos no segmento GLS. São 18 milhões de pessoas que não podem ser abandonadas pelas empresas. Nós criamos um seguro que veio para ficar. Não é uma ação oportunista e passageira”, completa Francisco Fernandes.

Um dado bem interessante não é nada divulgado, algumas seguradoras se interessam em veicular suas campanhas promocionais em sites GLS, afim de conquistar o público, porém sentem-se inibidas com grande parte do material que contém um forte carater sexual, claro nem todos os sites.

O medo de associar a imagem da empresa com um universo sexual GLS existe, porém tabus devem ser quebrados. Veicular materias em sites especializados irá abranger somente aquele público, outra coisa a ser feita é a maneira como a mensagem será passada, se em sites banners em locais que não tenham este conteúdo que tanto intimidam, se em revistas a mesma coisa. 

Outra coisa, as empresas devem ter em mente que existem exelentes sites, revistas e jornais que atendem ao público e que não tem como proposta utilizar de pornografia ou erotismo em seu conteúdo, e sensualidade; que inclusive existe em qualquer meio de comunicação afinal de contas isso atrai qualquer tipo de consumidor; é apenas um quesito a mais em um material para trazer audiencia e visibilidade, não deve ser levada como algo ruim.

Leia também a reportagem “Consumo: empresas ampliam ações gay firendly”, da gazeta mercantil no site investimentosenoticias.com.br.


Visite também os sites  Cooper Gay.e vidafreedom.com.br.


2 comentários:

marcelo dalla disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Paulo Braccini disse...

quando o assunto é econômico a sociedade nos enxerga né? mas enfim ... pode ser um caminho tb ...

bjux

;-)

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