sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Conscientização e respeito em comunicações promocionais



Além de comerciais focados no mercado GLS voltados para promoção de produtos e serviços existem comerciais que vão além disso, partindo para uma causa social, ativista. Utilizar de personalidades e figuras em alta na mídia e que respeitem e apóiem a causa LGBT é uma das maneiras de produzir um material de conscientização e respeito.

Ressaltarei mais uma vez que personagens devem ser retratados de maneira natural e em situações cotidianas, promovendo assim uma comunicação direta e nada ofensiva.






Vale a pena conferir o site  www.glaad.org

Propaganda GLS - Heineken

Toyota Corola - Propaganda GLS

domingo, 11 de outubro de 2009

Pink Money ??




Apenas para se ter uma noção do quanto empresas norte americanas investem no segmento GLS e o quanto tem faturado com este nicho de mercado. Para quem ainda não tem idéia da tamanha dimensão e das oportunidades deste mercado, ou ainda tem medo de investir, apenas preste atenção neste vídeo, e analise a maneira como personagens são retratados em materiais promocionais destinados ao público GLS.








Veja matéria sobre turismo GLS em Tel Aviv aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chegou a hora de mudanças.



O site A Capa colocou hoje no ar a reportagem “Indicado de Lula para o STF diz que gays não podem ser ignorados pelo Estado” onde “... o advogado Geral da União (AGU), José Antonio Dias Toffoli, indicado do presidente Lula para assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) disse em sabatina a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) que não existe razões para o Estado "discriminar" os homossexuais”, segundo redação.

Caso o advogado consiga receber a aprovação para assumir a cadeira no Supremo Tribunal Federal é de se esperar que sua opinião a respeito da discriminação do Estado perante qualquer lei e projeto referente a homossexuais não fique apenas na cabeça, e sim parta para ação, tornando real a aprovação do projeto de lei (PLC nº 122) que visa alterar a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989.


Sobre a Lei nº 7.716 e suas alterações


PLC - PROJETO DE LEI DA CÂMARA, Nº 122 de 2006

Alteração da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, cuja ementa proclama:”Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.”

O projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122, de 2006 (Projeto de Lei nº 5.003, de 2001, na Câmara dos Deputados) é de autoria da Deputada Federal Iara Bernardi, tendo sido aprovado naquela Casa em 23 de novembro de 2006.

A proposição tem por objetivo a alteração da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, cuja ementa proclama: “Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.”

Em maio de 1997 há uma mudança, neste caso no art. 1º da mencionada lei, estabelecendo que “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

Em 2006 o PLC nº 122, amplia novamente a abrangência dessa norma, acrescentando á ementa e ao art. 1º da lei em vigor as motivações de “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

Com mudanças em quase todos os artigos adequando a lei e sua nova amplitude consta ainda o acréscimo de dois novos artigos dentro do art. 8º:

Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º. Desta Lei.

Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs.

Acrescenta também ao art. 20 o 5º, com a seguinte redação: “O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.

Ajude a causa apoiando a aprovação do PLC 122/06. O site Não Homofobia disponibiliza de maneira fácil e rápida um abaixo assinado que pode ser acessado e votado por qualquer pessoa. Em menos de 1 minuto, você assina o abaixo-assinado, envia seu voto para os 81 senadores e ainda indica a Campanha para seus amigos.

Definitivamente chegou a hora de mudanças.

Confira também no site mais informações sobre:

A Campanha Não Homofobia.
O projeto de Lei PLC 122/06
O grupo Arco Íris, responsável pelo site e pela campanha.

Acesse aqui o site senado.gov.br e tenha mais informações sobre a Lei e material disponivel para dowload.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A comunicação no mercado LGBT e suas particularidades.



Comunicar-se com o segmento LGBT dentro do mercado é complicado, requer muita cautela principalmente em relação à maneira como será retratado o público selecionado. Desta forma deve-se saber ao máximo o estilo de vida e as particularidades destes consumidores que podem diferir e muito no que se refere aos aspectos comportamentais se comparados com clientes e consumidores heterossexuais.

Desta forma podemos observar as seguintes particularidades ao voltar uma comunicação para este segmento de mercado:

•Sensibilidade a qualquer informação que contenha caráter preconceituoso e estereotipado a respeito de suas vidas.

•A existência de algum histórico de agressão física e/ou verbal.

•São consumidores mais críticos, exigindo maior qualidade e custo benefício sobre todo e qualquer produto/serviço a ser adquirido.

•Necessidade de freqüentar espaços que contenham pessoas com orientações sexuais iguais e simpatizantes. Comportamento este originado pelo preconceito da sociedade e pela idéia de gueto em que se seguiu à comunidade até os anos 90.

•Expressar-se em diferentes meios de comunicações que ofereçam segurança e naturalidade. Ambientes que respeitem esta diversidade conquistam facilmente o público. O ambiente de comunicação que melhor trabalha este quesito é a internet, com sites direcionados ao público em diferentes temas como entretenimento, ativismo político, moda, cultura, chats e demais sites de relacionamento, sites de estabelecimentos comerciais como bares, casas noturnas, saunas e etc. Todos garantem de alguma forma maior segurança e até sigilo por parte de quem os acessa.

•A busca por produtos culturais que também zelem pela diversidade e que tenham cuidado com informações sem preconceito garantem seu espaço no mercado, sendo muito consumidos, fidelizados e respeitados. Neste caso as únicas ofertas existentes em mercado se voltam a revistas especializadas, algumas poucas revistas que também atendam ao consumidor heterossexual, sites, eventos específicos ao público e infelizmente dentro da literatura, música e teatro ainda há a necessidade de novas opções, dentre as poucas encontradas em mercado.

•Para os segmentos jovens do mercado LGBT, trabalhar com exemplos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros bem resolvidos perante sua sexualidade, profissão e relacionamentos são ferramentas não só de sucesso de vendas mas de ajuda a auto estima, principalmente por se tratar de uma faixa etária complicada, onde a maioria assume sua sexualidade publicamente. Neste caso o uso de algumas celebridades que sejam a favor da diversidade em campanhas e materiais promocionais torna-se um atrativo muito eficiente.


Estes são alguns poucos exemplos de particularidades do comportamento dos consumidores LGBT’s. Se o interesse realmente falar mais alto eis algumas indicações de algumas bibliográficas que inclusive foram usadas como fontes para este pequeno artigo:

Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo – Adriana Nunan – editora Caravansarai.

Vidas em arco-íris: Depoimentos sobre a homossexualidade – Edith Modesto – Editora Record.

Conjugalidades, parentalidades e identidades lésbicas, gays e travestis – Editora Garamond.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Casamento Gay - afinal de contas, o que realmente incomoda?



O tema “Casamento Gay” não é novidade para ninguém. Com projetos de lei tramitando pelo senado, esperando aprovação e sendo usados como tema em algumas campanhas vemos uma incessante busca não mais por visibilidade, mas por respeito e direitos legais que devem ser comuns a todo cidadão.

Em 1998, com uma estimativa de 7 mil integrantes, a parada do orgulho LGBT de São Paulo inicia a passeata com o tema “ Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos” e em 2005, com aproximadamente 2,5 milhões de pessoas o movimento grita em seu tema “Parceria civil, já! Direitos iguais: nem mais nem menos.”, reforçando que há sim a necessidade da criação de políticas e leis que prezem pelo bem estar e por direitos a gays, lésbias, bissexuais e trangêneros.

Na constituição não existe se quer um artigo que comente sobre parcerias homoafetivas, desta forma tornando difícil qualquer processo envolvendo tal situação. Casos de perdas matérias, pensões entre outros direitos dentro de uma clausula de casamento são uma constante realidade, principalmente quando a família de algum dos parceiros é e sempre foi contra a união do casal.

No Brasil, o estado do Rio Grande do sul tornou-se pioneiro em casamentos homoafetivos, mudanças de sexo e nome nos documentos pessoais, talvez por ser um estado progressista, ou também por ter uma população madura e estudada, o que muda os pontos de vista sobre diversos assuntos.

A parceria civil entre casais do mesmo sexo ocorre pelo mesmo motivo que de casais heterossexuais: Oficialização da união e proteção sobre o casal e os bens conquistados pelos mesmos.

Afinal de contas, realmente faz alguma diferença a orientação sexual de um casal?
O que a sociedade, e principalmente grupos religiosos tem a ver com a felicidade e as vontades legais de um casal?
Se perante a lei somos todos iguais, por que somos vetados a tais direitos?

Acho bacana ressaltar que o que nos incomoda, nada mais é que um assunto e um estado psicológico e até espiritual mal resolvido dentro de nós.

Indico o livro “Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis – editora Garamond Universitária”, com diversos artigos escritos por diferentes profissionais em suas respectivas áreas, comentando assuntos tão polêmicos e normais em nossa sociedade.

O que é de direito do ser humano não deve nunca ser questionado e negado, principalmente se tal negação parte de uma base preconceituosa e infantil.







Dedicado a Marcelo Dalla.

sábado, 22 de agosto de 2009

Mídia e Propaganda LGBT

A propaganda Televisiva faz parte de um mix de comunicação integrada as ações de marketing de uma empresa/produto. Ela já foi uma das melhores maneiras de se atingir um público alvo e ofertar um produto/serviço, porém com o surgimento de novas mídias (exemplo da Internet, que vem mostrando um potencial enorme para vendas) esta prática vem sainda da lista da preferência de muitas empresas, devido ao seu custo elevado e outros fatores que podem implicar na tentativa de passar a mensagem desejada a um cliente.

Porém, se bem criada e desenvolvida, a propaganda televisiva além de comprir com o papel inicial de venda passa a reforçar a imagem de uma marca, sem necessariamente promover um produto específico.

No segmento GLS brasileiro encontramos muitas dificuldades para se por no ar uma campanha direcionada e aberta, e não baseada em códigos à estes consumidores. Uma rede de tv aberta, que atenda a todo o tipo de consumidor estranhamente não aceita praticamente nenhum tipo de material do gênero, talvez com medo que sua repercusão possa causar. Mas começar a mostrar e acostumar a sociedade de que tal segmento existe e que deve ser tratado como todos os outros é uma das maneiras de quebrar o preconceito e aducar a população, não axigindo aceitação, mas respeito.

Encontramos alguns matérias em canais fechados, mas com pouca exibição, e se compararmos com o mercado estrangeiro, estamos muito atrás no quesito diversidade na televisão.

A partir de agora faz parte do A.Gaspar mais uma nova sessão, que visa mostrar todo e qualquer material publicitário destinado ao público LGBT, ou GLS como muitos preferem. Grande parte dos matériais mostrados são produzidos e exibidos em outros países, onde somente atráves da internet podemos ter acesso. Esperamos que isso mude, e que cada vez mais produções brasileiras apareçam por aqui.

Bem vindo, esta é a sessão Mídia e Propaganda LGBT.


Dolce & Gabbana - Time



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sessão Expressão

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mercado GLS e a capacitação empresarial







Foto do site Gay Media Group - grupo formado por designers, programadores e maketeiros que desenvolvem web sites para empresas que atuam no segmento GLS nos Estados Unidos.




O mercado GLS nunca esteve tão em alta em rodas de discussões, teses e dissertações de mestrado, palestras e outros eventos que vem acontecendo nos últimos anos. Empresas grandes têm mostrado preocupação em atender de maneira mais direta e precisa este nicho de mercado no país. Grupos gays dentro de empresas já são uma realidade, exemplo da IBM, praticamente uma das precursoras no Brasil em aceitar, respeitar e promover visibilidade de seus funcionários gays.

Confira as reportagens:

IBM cria site interno para gays: aprendiz.uol.com.br

Cliente gay, executivo idem : epocanegocios.globo.com

Mas o segmento destinado ao publico GLS no Brasil é relativamente novo, e tem muito a evoluir. Não podemos comparar o mercado brasileiro gay ao de outros países, como por exemplo o Norte Americano, uma dos grandes referências neste nicho, que recebe investimentos e pesquisas a um bom tempo.



Foto do Blog Viajandaun - Campanha publicitária do site NYCgo de New York feita para atrair turistas gls e marcar as comemorações do 40º aniversario da revolta de Stonewall (1969), que deu origem aos movimentos reconhecidos em defesa dos direitos dos homossexuais.






A partir do momento que a sociedade volta seus olhos as consideradas “minorias sexuais”, é porque sua visibilidade vem alcançando sucesso, passando a tornar-se um assunto normalmente discutido nos diversos meios de comunicação, o que deveria ter acontecido a um bom tempo atrás e com mais naturalidade. Desejos sexuais e identidades de gênero não tornam uma pessoa, ou um grupo de pessoas diferentes ou anormais.

Obs: venho a discordar do uso do termo "Minorias Sexuais" pelo menos no Brasil, pelo simples fato de não existir um levantamento preciso em números do tamanho da comunidade LGBT.

Empresas começam a voltar seus olhos, estudos e investimentos para este mercado, que têm grande perspectiva de crescimento, atingindo consumidores exigentes, bem informados e que pagam bem por um bom produto ou serviço, fidelizando desta maneira qualquer marca que consiga comunicar-se diretamente com ele, atendendo a suas necessidades e desejos.

Na verdade o grande problema enfrentado é a falta de informação a respeito do mercado GLS e o comportamento de consumo diferenciado por nichos entre consumidores LGBT. Entender e afirmar que gays são todos iguais, é praticamente o maior erro a ser cometido, afinal todo e qualquer ser humano pensa e age de maneira diferente, cuja aproximação de duas ou mais pessoas ocorre através de comportamentos e ideais distintos, mas que ainda contenham sua individualidade.



A capital pernambucana torna-se um destino gay friendly aderindo à campanha Pernambuco simpatiza com você, lançada pelo Recife Convention & Visitors Bureau. Segundo o presidente do Recife CVB e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), José Otávio Meira Lins, Recife é o principal destino do Nordeste para esta faixa de público, que chega a registrar gastos 30% superiores aos realizados pelos clientes Heterossexuais”. Pelo site oglobo.globo.com.

Veja a matéria Recife tem campanha gay friendly do site oglobo completa aqui.


Entender os diferentes comportamentos individuais, e quais os grupos comportamentais existentes e seus interesses em comum irão garantir que a comunicação de sua empresa/produto com o público escolhido seja de mais sucesso. O sucesso total não é garantido logo no começo, afinal existem diversos outros elementos que influenciam, e somente com o tempo e maturidade do mesmo se alcança o sucesso dentro do mercado.

Outro fator de risco ao lidar com este segmento é achar que o consumidor GLS é mais rico, o que é um grande engano. O que garante a este consumidor uma liberdade para gastos maiores é o fato de muitas vezes não ter filhos. Então, de uma maneira geral é um público que pode gastar mais, fazendo questão de um produto/serviço que tenha uma boa relação custo benefício, e em grande parte gostam de cultura e informação, tornando-os mais exigentes.

Vale ressaltar que existem vários casos de gays e lésbicas formando novas famílias, porém ainda não é uma realidade aos olhos da constituição brasileira, devido a suas leis e ao preconceito que ainda reina no governo e principalmente dentro do senado. No Brasil já existem estudos comprovando a formação detas novas familias, compostas por casais do mesmo sexo, mas que ainda não obtem de uma união civil reconhecida pelo governo. A adoção entre casais do mesmo sexo também não é aceita no país, por mais comum que sejam estas ações por aqui.




G NetWork - site de Buenos Aires com informações sobre feiras, palestras e profissionais orientados ao segmento GLBT.



Voltando ao conceito e estudo de mercado; independente da orientação sexual e da identidade de gênero, é preciso pensar como o cliente comporta-se no dia-a-dia, o que faz, o que compra, que marcas prefere, por que compra, dentre outras perguntas e informações que devem ser absorvidas para entender o estilo e padrão de vida deste consumidor.

Depois de analisada classe social, região aonde mora, que marcas consome, porquê consome, de que forma consome, dentre inúmeros outros fatores, é hora de fazer uma pesquisa de campo que revele de que forma as empresas das quais este indivíduo é cliente, relacionam-se com ele. Estas empresas reconhecem à existência de seus clientes GLS e sabem do que eles necessitam? E se sabem, comunicam-se de maneira positiva com os mesmo? Existe uma linguagem direcionada e específica? E quais os meios de comunicação necessários para atingir tal parcela de mercado?

Bureau de negócios GLS - site sobre o grupo que trabalha com consultoria de mercado e treinamento para empresas privadas e órgãos públicos focado no público GLS.


Recentemente ocorreu no Hotel Panamericano, na rua Augusta, região central de São Paulo, o Fórum ABRAT GLS (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e simpatizantes). A reunião que discutiu quais são as ações de marketing a serem tomadas no mercado GLS, especificamente no segmento de turismo. O fórum fez parte da programação cultural do 13º mês do orgulho LGBT de São Paulo e aspectos interessantes foram levantados:

- Muitas empresas realmente não segmentam o mercado GLS, esquecendo seus diferentes nichos e particularidades existentes em cada grupo de consumidores.

- Outro fator levantado é a falta de conhecimento do estilo de vida, preferências e hábitos de consumo, que acarretam em negócios que não dão certo, por não oferecerem o que seus clientes realmente querem.

- A capacitação foi outro problema citado, onde poucos se preocupam em preparar funcionários de forma diferenciada à atender este público.

- Tornar a empresa Gay Friendly é outro passo para conquistar o mercado GLS sem esquecer os consumidores Heterossexuais. Para a pesquisadora Zita Johnson, o que faz uma empresa ser considerada gay friendly, são as políticas adotadas por ela, um bom exemplo é acrescentar gays e lésbicas em qualquer tipo de propaganda, não apenas nas campanhas publicitárias destinadas ao consumidor GLS. (Fonte: Greenfield Online, Inc. www.greenfieldcentral.com)

Confira as reportagens nos links abaixo:

O Poderoso Mercado Gay – por Lílian Cunha para o site ISTOÉ Dinheiro
Nova Postura Mundial de Atuação no Mercado GLS – por Zita Johnson para o site Gay Brasil
Confira também o livros da Editora Malagueta - livros e publicações para lésbicas.




Livro sobre o mercado GLS, pela editora Matrix.








Por Alexandre Ferreira Gaspar


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sessão Expressão

O ser humano precisa mesmo de tudo isso????:



Precisa?
A partir de agora faz parte do A.Gaspar um espaço para você colocar suas idéias, pensamentos e reflexões em algum lugar que não seja somente a mente.

Participe, vamos dividir e discutir juntos, todo e qualquer assunto que martele sua cabeça.

Inaugurando a sessão Expressão, ai vai uma minha.



Quero cantar.................

Uma canção...
Uma canção onde as palavras não cabem... chegam a expressar pouco.
Uma canção que nossos ouvidos não coseguem escutar.
Apenas a alma acompanha ...e o coração....
Bem, o coração, único orgão humano, único projeto carnal que realmente irá entender (metáfora).
Quero cantar uma música que os passaros ajudem a ecoar além das matas.
Além das árvores... por entre a brisa no bosque, tocando cada ser que ainda não tenha se rendido ao pecado. (o que é o pecado?)
Que apenas viva, de forma simples, aproveitando o que há de melhor.

Quero cantar uma música.
Uma canção que poucos conseguem sentila por entre a pele.
Tocando suavemente o corpo, despertando sensações e que conduza à uma dança.

Uma canção para amar.
Uma canção para brincar.
Uma canção para sorrir e para chorar.
Uma canção para respirar suavemente.
Uma canção para pensar, refletir.

Existe uma simplicidade em alguns sentimentos.
Uma simplicidade tão pura...
Que apenas quero cantar.

Quero do outro lado do mundo tocar .
Quero que do outro lado do mundo ouçam a música.
Querto cantar uma musica.

Uma canção que lhe toque.
Uma canção que lhe abrace.
Uma canção que lhe conforte.
Uma canção para amar.

Quero cantar...

Apenas cantar, sentir e ser feliz.

Bem, agora é sua vez. O que gostaria de cantar?
Se expresse, coloque voz e alma para fora.

E ai? o que você quer cantar?

domingo, 5 de julho de 2009

Nova fase, novas conquistas, e você esta convidado a fazer parte delas. Bem Vindo.

É engraçado como as coisas mudam em nossas vidas....como projetos que temos em mente demoram para serem colocados em prática...........Isso é bom!!

As ideias amadurecem, tomam corpo, desenvolve-se um conceito de qualidade.....

É por essas e outras que venho anunciar a todos vocês que o blog está passando por mudanças.

A partir de agora, intitulado A. Gaspar - Marketing, diversidade, ativismo e moda, este blog passará a abordar temas mais específicos ao publico LGBT, do qual venho me expecializando.

Blogs que falam de moda, ja tem muitos, e minhas idéias vão além disso.

Falar de arte, bem, ainda são estou preparado, isto requer mais estudos e conhecimentos.

Marketing de moda - minha paixão.

Publico LGBT, ativismo, comportamento e consumo, são vivências, paixões e um aprofundamento, até acadêmico.

Então, sejam todos bem vindos a nofa fase de A.Gaspar.

Fase com um conteúdo mais segmentado, porém para todos.


A intenção é informar, ajudar, militar e entreter.

Faça parte desta história.

Bem Vindo.

Acompanhem meus trabalhos, estufos, idéias, pensamento e reflexões....aqui e no site Fashion Bubbles.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Recolhimento" - O comportamento de consumo individualista pós-moderno.

"A moderna individualidade do homem se apresenta de uma maneira historicamente produzida, e determinada do modo de ser. Caracterizado pelo egoísmo que busca servir a particularidade das diversas formas da interdependência social." por Karl Marx, economista e sociólogo.

Estudiosos do conceito de pós modernidade, apontam uma característica interessante do comportamento humano pós moderno, o individualismo.

Em toda história podemos perceber que a evolução humana se deu por conta do trabalho em equipe, onde a espécie evoluiu em decorrência da divisão de tarefas/trabalho, para suprir suas necessidades naturais. Com o decorrer do tempo, o homem foi conquistando novas fronteiras, mudando aos poucos seu modo de viver, e desta forma ,criando novos hábitos e consumo.

Agora vivemos a era do individualismo, em que cada um busca na compra de um produto/serviço satisfazer um desejo/necessidade próprio, fugindo do conceito de grupo.

O livro "Trenzoom" um estudo seminal sobre tendências criado pela Aegis Media e editado no Brasil pela Agência Click, com autoria do presidente da empresa, Abel Reis, onde as projeções de algumas das maiores tendências globais na área de publicidade e mídia se agrupam em quatro grandes categorias: "Recolhimento", "Ataque", "Escape" e "Reorganização".

Cada categoria identifica um aspecto da evolução do sentimento das pessoas, como cidadãos e consumidores. Veremos nesta primeira parte da matéria o aspecto "Recolhimento".

O egoísmo e o hedonismo se destacam no ser humano hoje, quando a busca por uma particularidade remete a uma satisfação pessoal, de personalização e individualidade em um produto/serviço, tornando-se um fator decisivo no ato de escolha.

Por mais que a oferta seja massificada, é importante criar mecanismos para que o consumidor personalize ou individualize sua compra. As campanhas publicitárias que se destacam para o consumidor, são as que vendem uma imagem de bem-estar social, onde está implícito o fato de ter algo único que o diferencie dos demais.

Desta forma definimos o "Recolhimento" como uma forte e influente tendência de consumo. Quer sobreviver no mercado e salvar-se da concorrência? Criei produtos que despertem este desejo hedonista.

sábado, 16 de maio de 2009















Se não Conhece ....


David LaChapelle ,vale conhecer !!!!

Estudou Artes na Carolina do Norte (School of the Arts ), e nas escolas Arts Student League e School of Visual Arts de New York, onde começa a estourar nas décadas de 80 e 90 na cena nova-iorquina.

Um dos principais fotógrafos de moda, com capas nas principais mídias impressas da área, como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D, Vibe, Interview, entre outras, conta ainda com trabalhos para algumas marcas como L’Oreal, Iceberg, MTV, Ecko, Diesel Jeans, Sirius, Ford, Sky Vodka, capas de albúns para grandes artistas contemporâneos, como Macy Gray, Moby, No Doubt, Whitney Houston, Mariah Carey, Lil’ Kim, Elton John, e Madonna , além de retratos que faz de famosos.



Com livros fantásticos lançados, LaChapelle Land e Hotel LaChapelle pela Callaway, If you want reality, take the bus em 2002 pela Artmosphere, se prepara para lançar Artists And Prostitutes, uma retrospectiva de 700 páginas pela Taschen.


Fez ainda video-clipes para artistas como Jennifer Lopez, Britney Spears, Avril Lavigne, No Doubt, Whitney Houston, Macy Gray, Blink-182, Elton John, Christina Aguilera, The Vines e o muito celebrado vídeo Natural Blues de Moby, vencedor de um prémio para melhor vídeo do ano. Produziu ainda um longa-metragem, o documentário RIZE, lançado em 2004, e fez a direção do concerto de Elton John “The Red Piano".


E se talento não basta, Lachapelle transforma sonhos de comportamento e consumo em realidade, cores de tal beleza, que nos mostram uma estética surreal, e uma mega composição com diversos elementos que passam informação reforçando o conceito de cada trabalho.

Brincar, estereotipar e trabalhar com tal realce do desejo humano, é reforçar que hoje não basta apenas vender um produto/serviço, e sim sonhos, onde o ato de consumir é influenciado por estes desejos, de ser, estar, possuir, a busca pela formação de uma imagem pessoal que de status, reconhecimento.











quarta-feira, 13 de maio de 2009

Aguarde, estamos chegando...



Em breve você poderá contar com mais um instrumento de pesquisa e informação, em parceria com a "Casa Shit - associação de arte" disponibilizaremos matérias sobre arte, moda, comportameno e marketing, além de oferecer serviços de customização, stylist e divulgação de novos artistas e suas intervenções nesta selva de pedra que se chama São Paulo, nossa eterna terra da garoa.



É o A.Gaspar e a Casa Shit trazendo mais da cultura de rua para você.

VV Brown - Inglesa estreia com albúm em Junho.


Um sonzinho Pop, gostoso de ouvir, uma voz que marca presença e influencias que segundo a própria artista vão desde bebop, swing, indie e um pouco de punk, sendo influenciada por B-52s e Rollings Stones .

Sem contar o visual fofo e montado desta negra que esbanja beleza.

Esta é VV Brown, ou Vanessa Brown , que lança seu albúm "Traveling Like the Light" pela Universal em Junho.


Confira no youtube:
Entrevista - http://www.youtube.com/watch?v=LdafkQA_xak&feature=fvst
Video clip - http://www.youtube.com/watch?v=m3-Q4T7bC2c

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