sexta-feira, 22 de janeiro de 2010






Desperta o amor de Perséfone e Afrodite
Desperta a rivalidade de duas deusas
Desperta a ira de Zeus

Divida o coração com duas almas
Ame apenas uma, durante o ciclo anual da vegetação

Desperta o amor e a beleza sensual de Afrodite
Desperta alma e coração
Desperta a ira de Ares

Do sangue derramado nasce uma anêmona e rosas são tingidas de vermelho
Do sangue derramado é selado o pacto do real amor
Do sangue derramado a real beleza se traduz

Texto e Ilustração: Alexandre Gaspar

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SPFW - The Week e portal Glamurama prometem na temporada fashion


Começou no último dia 17 a 28º edição da São Paulo Fashion Week, com muitas novidades, tendências, comportamento e a volta de algumas marcas que estavam fora do calendário fashion paulista em edições anteriores, como a Rosa Chá (agora sob a direção de Alexandre Herchcovitch), Amapô e Do Estilista (de Marcelo Sommer).


E como sempre, a cada ano alguns lounges prometem arrasar e superlotar, devido a suas programações e etc.





Nesta edição o lounge do bombado portal Glamurama conta com presença de DJs da Casa noturna The Week. Um espaço de 205m² registrará em tempo real os bastidores, os desfiles e a movimentação nos corredores mais fashions da cidade nesta temporada, onde tudo será comandado por Joyce Pascowitch e Camila Yahn. No primeiro dia Grá Ferreira esquentou as pickups e o ânimo dos fashionistas; no segundo dia foi a vez de Herbert Tonn e hoje temos Renato Cecin que toca a partir das 17hrs. Na quarta toca o DJ Kiron (a partir das 18hrs), na quinta o DJ Pacheco (a partir das 21hrs) e na sexta feira o DJ João Neto (a partir das 20hrs) para encerrar a temporada de moda paulista outono/inverno.

Mais informações confira o site da THE WEEK.
Veja também o portal Glamurama.



Já em seu terceiro dia a SPFW contou com os desfiles da Cavalera, Osklen, Priscilla Darolt, Fause Haten, Mario Queiróz, Rosa Chá e Colcci no domingo (17). Maria Bonita, Reinaldo Lourenço, Maria Garcia, Alexandre Herchcovitch (fem), Cori, Forum Tufi Duek e Samuel Cirnansck na segunda feira (18). Hoje, terça feira (19) temos na programação desfiles da Iódice, Ronaldo Fraga, Simone Nunes, Fabia Bercsek e Ellus para encerrar.


Na quarta feira (20) desfilam Gloria Coelho(13h30), Erika Ikezili(15h), Amapô(16h30), Huis Clos(18h), a sub marca da Ellus a 2nd Floor(19h30) e Animale(21h).

Na quinta feira (21) desfilam Alexandre Herchcovitch masculino (12h), Oestúdio (15h), Jefferson Kulig(16h), V.Rom(17H30), Neon(19h), Wilson Ranieri(20h) e Lino Villaventura(21h30) para encerrar.

Na Sexta feira (22), encerram com o calendário outono/inverno 2010 de São Paulo as marcas Isabela Capeto(12h), Carlota Joakina(15), Reserva(17h), Do Estilista(18h30) e André Lima(20h).

Agora é correr contra o tempo e tentar fisgar para seu guarda-roupa o que vai ser tendência no próximo outono/inverno.



A Grife Cavalera abre a temporada Outono/Inverno com um desfile na Galeria do Rock na manhã do domingo 17, mostrando mais uma vez o espirito jovem e urbano de seus criadores.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Guia LGBT ganha versão virtual













 Depois de pesquisado e elaborado em 2009 o roteiro LGBT de São Paulo, que deu origem a 25 000 impressos na última Parada do Orgulho Gay, passa a ganhar uma versão virtual.

 Segundo a revista Veja São Paulo (edição de 20 de janeiro de 2010) a  SPTuris disponibiliza agora no site do Guia DiverCidade informações, roteiros, mapas e dicas dos locais LGBTS e gay Friendly que fazem sucesso nesta grande metrópole que abraça a diversidade (de acordo com a realidade brasileira, não se comparando a outras metrópoles gay friendly do mundo).

E o guia vem completo, não somente com endereços de bares, restaurantes e baladas disputadas, mas também cantos mais tranqüilos para se curtir a dois, museus e seus acervos, centros culturais, parques e etc.

Os mapas disponíveis no guia mostram a região central da cidade de São Paulo assim como os bairros de Pinheiros, Jardins e os demais que cercam o parque do Ibirapuera.


Um mapa do sistema metroviário também está disponível, para aqueles que pretendem se aventurar pelo subsolo paulista e também conferir as obras de arte espalhadas por suas diversas estações.









Já no quesito compras é claro o destaque vai para famosa Rua Oscar Freire, os shoppings Cidade Jardim, Ibirapuera, Morumbi, Iguatemi, Frei Caneca (é claro), Paulista e Pátio Higienópolis, além de pequenas lojas destinadas exclusivamente ao público, como por exemplo, a Fahro (Av. Dr. Vieira de Carvalho, 165 A), Hase (Pça. da República 183), Adeh Oliv eira (Rua do Arouche, 200 Loja 14), Acessórios Arco-Íris (Rua Vitória, 833), Estoril Perucas (Rua Senador Feijó, 144 - 1º andar Sala 2), Fernando Pires (Rua da Consolação, 3534) e a Sem preconceito (Rua Vitória, 861), todas situadas na região central da cidade.

Bem, então é só acessar o site www.cidadedesaopaulo.com/lgbt e conferir um ótimo e bem pensado roteiro.

Acesse aqui o Guia para Download.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O público GLS de baixa renda também consome




Se observarmos os serviços e produtos ofertados exclusivamente ao público GLS podemos perceber que a maioria volta-se somente a consumidores de classe A e B. Porém muitos se esquecem dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que se concentram nas classes mais baixas (C, D e E), que são inclusive maioria neste país, por isso o uso dos termos "popular" e "massificado".

Então vamos observar  algumas particularidades deste segmento:

Devemos levar em consideração que o ambiente em que este público vive o preconceito é bem maior que nas classes mais privilegiadas, por inúmeros motivos que infelizmente não cabem ser comentados aqui. Desta forma muitos se recusam a consumir qualquer tipo de produto/serviço rotulado de GLS, obviamente com medo que suas identidades e preferências sejam reveladas.

No quesito consumo é clara a vontade que eles têm de adquirir um status, a busca por uma imagem através de roupas que chamem mais atenção, com um caráter ou conceito de moda (seguindo tendências ou recriando-as) e o uso de emblemas de marcas e grifes conhecidas, sejam elas verdadeiras (em menor quantidade) ou réplicas (em maior quantidade). Com sistemas de parcelamento que facilitam a compra estes clientes têm consumido bastante, e não somente produtos populares, mas também produtos que até pouco tempo atrás eram de exclusividade de classes mais privilegiadas.

Para que se sintam a vontade para expressar  quem realmente são e consumir o que desejam alguns se encontram obrigados a frequentar locais que infelizmente exijam mais de suas aparências, talvez um processo que mascarize suas verdadeiras essências a fim de enquadrar-se aos locais que passam a frequentar. Desta maneira um preconceito dentro da própria comunidade LGBT cresce cada vez mais, onde o uso de gírias passa a identificar e até segregar pessoas de classes mais baixas.

Um fenômeno interessante deve ser observado; gays, lésbicas, bissexuais e trangêneros com faixa etária entre 15 e 20 anos não encontram nenhum tipo de pudor em revelar suas preferências e identidades, alguns chegando a ponto de reforçar suas identidades de gênero com comportamentos que a sociedade pode considerar como “afetado”, seja este afeminado para os homens ou masculinizado para as mulheres.

Levar um pouco da "homocultura" a periferia e bairros de classe média que não se enquadram a estes comportamentos é uma das maneiras de se desenvolver um mercado local que atenda a estes consumidores.

Se hoje podemos observar pequenas passeatas e paradas em prol da diversidade ocorrendo em bairros mais afastados e periféricos é por que muita coisa tem mudado. Acabar com a imagem de que um produto bom, bacana, e "hype" são caros e só são encontrados em bairros mais caros é abrir portas para que novos profissionais possam mostrar seus trabalhos e que culturas e comportamentos específicos possam sair do "gueto" e encantar o restante da sociedade com ensinamentos de uma realidade  diferente.


Resumidamente: produtos focados vendem muito bem pela Internet, pela segurança e sigilo que oferecem. Se o interesse for expor em algum ponto de venda, poucas e pequenas lojas normalmente localizadas em regiões centrais ou bairros alternativos são uma boa pedida, porém podem vender menos e atendem a clientes assumidos em todos os aspectos. Trabalhar com uma imagem que respeite a diversidade e que não se foque somente ao consumidor LGBT é abrir um leque de opções a diferentes clientes, e costuma dar muito certo.

Facilitar o pagamento, promover liquidações, promoções e desenvolver uma imagem sobre seu produto que remeta algo com um pouco de status e fortes referencias as tendências de moda irão garantir sua sobrevivência no mercado. E uma última dica, nunca utilize mensagens ou imagens preconceituosas e estereotipadas, por mais que seu cliente seja considerado pela sociedade um/a “afetado/a”, rotulação esta ridícula e infantil, ele é um ser humano, um cliente e um ótimo consumidor.




Fica mais uma dica, clientes LGBT's adoram viajar, e vale a pena atende-los bem e facilitar as formas de pagamento de passagens aéreas, pacotes de viagens e etc.



Confira também a  matéria "Mapa GLS ganha points até na periferia de SP" do site Estadão.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Desejo Assassino por Amor

Que tal um pouco de arte para começar o ano ?? (tudo bem que ele ainda não terminou)

Este é o primeiro de muitos que postarei neste blog, e aguardem, pois mais alguns sairão da parede de casa e serão transportados direto á este ambiente virtual.

Criador: Alexandre Gaspar

Espero que gostem....







Este desejo incontrolável por amor tornou-se assassino.

Por trás do belo rosto, cuidadosamente pintado para impressionar, se esconde uma criatura fatal.

Observe, sinta que naquele olhar o mais primitivo instinto animal; humano também; mostra uma beleza única.

Este desejo, desejo assassino por amor.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sessão Expressão - Apenas uma dança



Deixaras que meu corpo dance junto ao seu?
E que através dos movimentos nossos corpos se toquem, epiderme e sentimentos?
Que a harmonia da música nos carregue por entre as nuvens, mesmo que a sociedade nos considere indignos de alcançar tal proeza?
Deixaras que eles digam o que devemos fazer?
Peque minha mão, segure com força.
Não penas eu, mas você também deverá me levar nesta dança.
Não temos papeis, nem sexo, nem pudor.
Somos apenas dois corpos, duas almas.
Vamos dançar e mostrar a beleza contida em nossas vidas.
Olhares, toques, sensualidade, fantasia e as vezes ingenuidade.
Apenas uma dança; me concede ela?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Homossexualidade em novelas e programas humorísticos



Agora fica a pergunta querido leitor, será que aos poucos esta situação tem melhorado, ou apenas tem sido mascarada, para atender as pressões de grupos ativistas ???

Na minha opinião, muita coisa ainda deve ser feita na mídia para que um dia se possa afirmar que a comunidade LGBT realmente é mostrada nela, de forma natural e respeitosa.

Comunicação Integrada de Marketing e o segmento LGBT part.3



Televisão
A televisão é um dos meios de comunicação utilizados pela comunicação integrada de marketing que normalmente tem um custo alto, porém um bom retorno. Dividimos esta comunicação em duas partes:

TV aberta
Pelo grande numero de telespectadores e cidades alcançadas, a tv aberta tornou-se hoje um dos maiores meios de comunicação de massa (vale ressaltar que a Internet começa a superar sua cobertura). Envolve quase todos os sentidos do consumidor (imagem, som e movimento), conta com uma grande audiência por independer do grau de instrução do telespectador, gera moda, interesses e opiniões em todas as camadas sociais, tem um forte impacto por trabalhar com imagem, é imediatista pela agilidade e rapidez da comunicação e por incrível que pareça tem um baixo custo relativo, onde o custo por mil telespectadores é menor em relação a outros meios mais seletivos, como por exemplo a tv paga.

Podemos apontar como desvantagem a utilização deste meio de comunicação sua dispersividade, que ocorre em alguns casos por causa de sua alta cobertura de público e um custo absoluto alto.





TV paga
Apresenta quase todas as definições da TV aberta, porém o que a caracteriza é a segmentação e diversificação do conteúdo editorial, além de possuir um público qualificado com predominância das classes sociais A e B.
O custo absoluto do comercial é baixo proporcionalmente à participação de audiência de cada programa/emissora que também apresenta baixos índices de audiência. Porém com um período mais longo de veiculação os resultados de cobertura e freqüência média representam índices significativos para a divulgação de uma marca.

Canais fechados são mais seguros para anunciantes que querem atender o público GLS, ou pelo menos aqueles que não querem arriscar e quem sabe mudar um pouco a consciência das pessoas anunciando na TV aberta. Desta forma é mais fácil informar-se de qual/is canais a presença LGBT é maior não havendo grandes problemas no tipo de material e informação a ser passada em anúncios e merchandising’s.Uma maneira fácil é procurar canais que exibam em sua programação seriados com personagens GLS ou até seriados específicos a estes gêneros, como exemplo temos a HBO que exibiu o seriado Queer as Folk, versão norte americana de uma produção Inglesa que se foca na historias de vida de gays masculino e o canal Warner Channel conta em sua programação o seriado lésbico The L World.





Nota Histórica
Por volta da década de 70 dois anúncios foram lançados na TV com temática homossexual (um de um perfume e outro de uma marca de creme de leite), ambos com surpreendente aumento de venda, segundo Trevisan (2000). Dando inicio a uma série de comerciais que passariam a retratar o consumidor GLS, uma atitude inovadora e corajosa para a época, estes comerciais tratavam de personagens reais em situações cotidianas ou utilizavam humor (com uma carga de preconceito embutido nas mensagens).

Durante as décadas de 70 e 80 o mercado homossexual Brasileiro encontrava-se limitado devido ao regime militar, a recessão econômica causada pela dívida externa e a inflação descontrolada (Parker, 1999). Foi no início dos anos 90, com a adoção de políticas neoliberais que o mercado GLS passou a ter um aumento substancial e então a produção e exibição de comerciais realmente voltados aos consumidores GLS.



Dentre este anúncios cito o “Namorados” de 1994 criado para a Folha de São Paulo, o “Pai & Filho” das camisinhas Jontex da Johnson & Johnson, um anúncio veiculado pelo Ministério da Saúde em 2002 chamado “Namorado”, uma campanha de prevenção e conscientização ao uso da camisinha e o comercial do portal “O site” intitulado “Beijos”, que mostrava diversas pessoas se beijando inclusive um casal gay e outro de lésbicas, veiculado em horário noturno na Rede Globo, SBT, Bandeirantes e alguns canais a cabo em dezembro de 2000.



Fontes

Sopa de Letrinhas? – Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90, por Regina Facchine – editora Garamond Universitária.

Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade, por João Silvério Trevisan – editora Record.

Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo, por Adriana Nunan – editora Caravansarai.

Comunicação Integrada de Marketing, por Duda Pinheiro e José Gullo – editora Atlas.

Vale a pena conferir:Identidades coletivas, consumo e política: a aproximação entre mercado GLS e movimento GLBT em São Paulo - por Isadora Lins França
Só para rirmos um pouco.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quero compartilhar com vocês caros amigos, em especial Marcelo Dalla e
Paulo Braccini, uma feliz noticia que recebi hoje. Tive o prazer de ter uma matéria de meu blog publicada no site arrasabi.com.br, de Junior Garrido.

Nem preciso dizer o quanto isso representa para mim, e quero desde já informar que apartir de hoje o blog A.Gaspar e o site Arrasabi estarão trabalhando em conjunto.

E vamos que vamos.

Confira: A comunicação no mercado LGBT e suas particularidades, no site Arrasabi.

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