segunda-feira, 1 de março de 2010

Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras


Feature: Welcome to Mardi Gras 2010 from mardigras on Vimeo.




Entre os dias 19 de fevereiro e 6 de março a Austrália será palco do Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras Festival, um dos maiores festivais culturais LGBT’s do mundo que tem como objetivo aumentar a visibilidade de transgêneros, gays, lésbicas e bissexuais, assim como a comunidade queer e sua cultura.




O lançamento oficial ocorre com um enorme piquenique no parque, que serve de confraternização entre a comunidade LGBT, turistas e moradores locais. Nas duas semanas que seguem o evento a programação está cheia e tentadora com eventos culturais, esportivos, como a corrida de Drags em Bondi, festas e encontros já tão conhecidos.



É possível conferir a Pride Lifesavers com churrasco na Praia Tamarama, afters ótimos no Toybox Luna Park além de filmes, curtas e documentários no Mardi Gras Film Festival (lembra-se do nosso Mix Brasil?) apresentado pela Queerscreen.

O destaque do evento é a mundialmente famosa Mardi Gras Parade, parecida com a nossa parada do orgulho gay, porém mais organizada, bonita e divertida. O encerramento das comemoraçãos do Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras Festival ocorrem com a festa Mardi Gras Party, divertida e icônica.

E que tal conferir um musical que é um verdadeiro teatro de gala com o Hats Off!, ou grandes produções e shows com Frisky & Mannish School of Pop, Whitney Houston, John Waters, Burston Paul e Sarah Waters.






Os amantes da fotografia e intervenções culturais urbanas puderam conferir e participar de um movimento criado pelo artista Spencer Tunick que reúne várias pessoas nuas para fazer uma seção de fotos, uma obra sublime e significativa em prol da diversidade e igualdade humana.

O Sydney Gay and Lesbian Mardi Dras é um evento imperdível que mostra o que realmente é a cultura queer (ou homocultura), promovendo visibilidade e respeito, e não somente festa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Veja como a vida é PRECIOSA



Dica para o fim de semana, ou algum fim de tarde.

Que tal um filminho?

Assista este filme e veja como a vida é preciosa.

Leia mais sobre o filme na reportagem "Preciosa aborda casal lésbico e conta com a participação de Mariah Carey" do site A Capa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gay Parent magazine



Então vamos lá, imaginem:





Uma revista com historias de pais e mães lesbicas, gays, bissexuais e trasngeneros que falam abertamente sobre a vida e experiências com seus filhos, desde o processo de adoção ou inseminação artificial até a maneira como os criam, dentro de seus diferentes ambientes culturais.





Melhor ainda seria encontrar informações de escolas privadas gay friendly entre outros serviços e estabelecimentos que abracem tanto aos pais quanto aos filhos, incluindo roteiro de férias com programações para toda família.



Mas também não podem faltar matérias ativistas e de ajuda, como por exemplo, recursos que ajudem na construção destas novas famílias, as diferentes tecnologias de reprodução para aqueles que optam por inseminação artificial, adoção e agencias de assistência social, com profissionais aptos a trabalhar com estas famílias.



Seria fantástico encontrar uma publicação desta aqui no Brasil, mas como ainda não há disponível este tipo de material e iniciativa para elaboração e patrocínio do mesmo passo como dica a qualquer interessado a revista norte americana Gay Parent.




A publicação é vinculada em jornais que circulam no chamado Tri state da cidade de New York, ou seja, uma região que abrange os estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut.

Além do conteúdo comentado anteriormente a revista conta ainda com matérias sobre livros, notícias, atividades e eventos relacionados aos pais LGBT’s e seus filhos. E como ocorre em praticamente toda revista, seus editores não querem perder para a concorrência virtual, disponibilizando em sua página na internet, a gayparentmag.com, com informações sobre a revista, alguns artigos e planos de assinatura.


Iniciativas como esta, provocam grandes e significativas mudanças, não custa nada !!!



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Share the Love" da Armani Exchange para o dia dos namorados.



Ispirada no Valentine's Day (Dia dos Namorados), normalmente comemorado no dis 14 de Fevereiro, a grife italiana Armani Exchange lançou para sua coleção Primavera/Verão 2010 uma campanha Gay Friendly.

Com o Slogan “Share the Love” (Compartilhe o Amor) o intuito da campanha é bem claro e com uma mensagem suave promove o amor entre o ser humano, independentemente de sua orientação sexual, ou seja, Armani Exchange é para todos, e no dia dos namorados pode ser uma ótima escolha de presente.

Confira matéria também no blog routeg.blogspot.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Beijaço em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos no próximo Domingo (07/02)



Atenção!


Para os mais ousados e ativistas de plantão, no próximo dia 07/02 (Domingo) por volta das 17hrs acontecerá uma manifestação, que através de um grande beijaço, ou seja, várias pessoas se beijando, em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos.


Em documento disponível para dowload no site do governo é possível conferir quais os objetivos do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, e vale destacar o seguinte :


Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades

Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade

Objetivo estratégico I: Afirmação da diversidade para a construção de uma sociedade igualitária

Objetivo estratégico II: Proteção e promoção da diversidade das expressões culturais como Direito Humano

Objetivo estratégico III: Valorização da pessoa idosa e promoção de sua participação na sociedade

Objetivo estratégico IV: Promoção e proteção dos direitos das pessoas com deficiência e garantia da acessibilidade Igualitária

Objetivo estratégico V: Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.

Objetivo estratégico VI: Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado.

Então vamos lá, se não sentir-se à vontade beijando manifeste-se de outra maneira, o intuito é mostrar que através da união e da luta conseguimos o que queremos e temos direito.

Beijaço em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3)
Onde: Avenida Paulista esquina com a rua Augusta.
Quando: domingo, 07/02, às 17h.


Mais informações sobre o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos aqui.
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Priscilla the Musical



Para divertir um pouco enquanto não preparo outra matéria.

Clássico, divertido, um espetáculo, enjoy....

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A visibilidade das minorias sexuais e a sociedade de consumo


Inicio esta matéria com um trecho do artigo “A publicidade e propaganda como representação GLBT e estratégias de mercado GLS” de André Iriburi Rodrigues: “Enquanto a visibilidade das minorias for regulada e pouco palatável na mídia massiva, a construção de um segmento de mercado GLS será, necessariamente, um espaço de refúgio de uma parcela homossexual privilegiada pelo poder de compra.”



No mesmo artigo, o autor explica que: “... a visibilidade da comunidade LGBT está inserida no contexto da sociedade de consumo”, ao qual uma pessoa passa a ser um “cidadão” a partir do momento que entra nas supostas normas de consumo e comportamento, ou seja, a percepção de que a cidadania é perpassada por aquilo que se pode comprar, Nestor Garcia Canclini (1995).

Se observarmos toda a trajetória do movimento ativista LGBT podemos notar que dentre as conquistas alcançadas por seus integrantes, as que interessam e são exibidas na mídia massificada falam sobre a tão famosa e crescente Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

O evento hoje consegue reunir patrocínio de grandes e importantes empresas, mostrando que sua importância mercadológica foi reconhecida. Não há como negar a importância da mídia na batalha da comunidade LGBT, porém cito como exemplo somente as mídias especializadas que atendem somente este segmento.


Desta forma muitas empresas têm preferido veicular seus matérias nestas mídias, garantindo desta forma certo sigilo com seus cliente “heterossexuais”, que não irão saber que tais empresas anunciam para o mercado GLS.

Para que um anúncio seja vinculado em uma mídia massificada, e que culturalmente aqui no Brasil encontra-se “heteronormativa”, é por que foi descoberto o enorme potencial desta fatia de mercado, porém tal fato deve partir de uma pesada e profissional pesquisa de mercado e comportamento, o que não ocorre e normalmente acarreta em conteúdos hora sensacionalistas, hora preconceituosos e estereotipados.


As poucas mensagens vinculadas nestes meios de comunicação massificados utilizam de códigos e mensagens sutilmente direcionadas, respeitando assim (se é que isso pode ser considerado respeito ou apenas um processo que mascariza o preconceito) a parcela heterossexual da clientela de uma empresa. Daí o surgimento da sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) que ao englobar o termo simpatizante abrange há heterossexuais que aceitem os diferentes comportamentos sexuais e de gênero humano.

Para encerrar esta matéria uma questão e problemática deve ser levantada; onde dentro desta sociedade de consumo ao qual a visibilidade política está inserida, o padrão normativo aceito e vendido é o de uma minoria sexual branca e de classe média. Este padrão é trabalhado pesadamente na mídia massificada, para que o grau de aceitação e suposto respeito sejam maiores, e na mídia especializada não representa 100% das abordagens, mas infelizmente pelo menos 70%.

Sendo assim, segundo André Iriburi Rodrigues, delimita-se uma subcultura por atitudes e a utilização (consumo) de produtos que parecem demarcar diferença e alteridade que inclui pela orientação sexual e exclui pela classe social, podendo inviabilizar a visibilidade e a inclusão social pleiteadas pelos movimentos políticos das minorias, como levantado por Trevisan (2003).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010






Desperta o amor de Perséfone e Afrodite
Desperta a rivalidade de duas deusas
Desperta a ira de Zeus

Divida o coração com duas almas
Ame apenas uma, durante o ciclo anual da vegetação

Desperta o amor e a beleza sensual de Afrodite
Desperta alma e coração
Desperta a ira de Ares

Do sangue derramado nasce uma anêmona e rosas são tingidas de vermelho
Do sangue derramado é selado o pacto do real amor
Do sangue derramado a real beleza se traduz

Texto e Ilustração: Alexandre Gaspar

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SPFW - The Week e portal Glamurama prometem na temporada fashion


Começou no último dia 17 a 28º edição da São Paulo Fashion Week, com muitas novidades, tendências, comportamento e a volta de algumas marcas que estavam fora do calendário fashion paulista em edições anteriores, como a Rosa Chá (agora sob a direção de Alexandre Herchcovitch), Amapô e Do Estilista (de Marcelo Sommer).


E como sempre, a cada ano alguns lounges prometem arrasar e superlotar, devido a suas programações e etc.





Nesta edição o lounge do bombado portal Glamurama conta com presença de DJs da Casa noturna The Week. Um espaço de 205m² registrará em tempo real os bastidores, os desfiles e a movimentação nos corredores mais fashions da cidade nesta temporada, onde tudo será comandado por Joyce Pascowitch e Camila Yahn. No primeiro dia Grá Ferreira esquentou as pickups e o ânimo dos fashionistas; no segundo dia foi a vez de Herbert Tonn e hoje temos Renato Cecin que toca a partir das 17hrs. Na quarta toca o DJ Kiron (a partir das 18hrs), na quinta o DJ Pacheco (a partir das 21hrs) e na sexta feira o DJ João Neto (a partir das 20hrs) para encerrar a temporada de moda paulista outono/inverno.

Mais informações confira o site da THE WEEK.
Veja também o portal Glamurama.



Já em seu terceiro dia a SPFW contou com os desfiles da Cavalera, Osklen, Priscilla Darolt, Fause Haten, Mario Queiróz, Rosa Chá e Colcci no domingo (17). Maria Bonita, Reinaldo Lourenço, Maria Garcia, Alexandre Herchcovitch (fem), Cori, Forum Tufi Duek e Samuel Cirnansck na segunda feira (18). Hoje, terça feira (19) temos na programação desfiles da Iódice, Ronaldo Fraga, Simone Nunes, Fabia Bercsek e Ellus para encerrar.


Na quarta feira (20) desfilam Gloria Coelho(13h30), Erika Ikezili(15h), Amapô(16h30), Huis Clos(18h), a sub marca da Ellus a 2nd Floor(19h30) e Animale(21h).

Na quinta feira (21) desfilam Alexandre Herchcovitch masculino (12h), Oestúdio (15h), Jefferson Kulig(16h), V.Rom(17H30), Neon(19h), Wilson Ranieri(20h) e Lino Villaventura(21h30) para encerrar.

Na Sexta feira (22), encerram com o calendário outono/inverno 2010 de São Paulo as marcas Isabela Capeto(12h), Carlota Joakina(15), Reserva(17h), Do Estilista(18h30) e André Lima(20h).

Agora é correr contra o tempo e tentar fisgar para seu guarda-roupa o que vai ser tendência no próximo outono/inverno.



A Grife Cavalera abre a temporada Outono/Inverno com um desfile na Galeria do Rock na manhã do domingo 17, mostrando mais uma vez o espirito jovem e urbano de seus criadores.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Guia LGBT ganha versão virtual













 Depois de pesquisado e elaborado em 2009 o roteiro LGBT de São Paulo, que deu origem a 25 000 impressos na última Parada do Orgulho Gay, passa a ganhar uma versão virtual.

 Segundo a revista Veja São Paulo (edição de 20 de janeiro de 2010) a  SPTuris disponibiliza agora no site do Guia DiverCidade informações, roteiros, mapas e dicas dos locais LGBTS e gay Friendly que fazem sucesso nesta grande metrópole que abraça a diversidade (de acordo com a realidade brasileira, não se comparando a outras metrópoles gay friendly do mundo).

E o guia vem completo, não somente com endereços de bares, restaurantes e baladas disputadas, mas também cantos mais tranqüilos para se curtir a dois, museus e seus acervos, centros culturais, parques e etc.

Os mapas disponíveis no guia mostram a região central da cidade de São Paulo assim como os bairros de Pinheiros, Jardins e os demais que cercam o parque do Ibirapuera.


Um mapa do sistema metroviário também está disponível, para aqueles que pretendem se aventurar pelo subsolo paulista e também conferir as obras de arte espalhadas por suas diversas estações.









Já no quesito compras é claro o destaque vai para famosa Rua Oscar Freire, os shoppings Cidade Jardim, Ibirapuera, Morumbi, Iguatemi, Frei Caneca (é claro), Paulista e Pátio Higienópolis, além de pequenas lojas destinadas exclusivamente ao público, como por exemplo, a Fahro (Av. Dr. Vieira de Carvalho, 165 A), Hase (Pça. da República 183), Adeh Oliv eira (Rua do Arouche, 200 Loja 14), Acessórios Arco-Íris (Rua Vitória, 833), Estoril Perucas (Rua Senador Feijó, 144 - 1º andar Sala 2), Fernando Pires (Rua da Consolação, 3534) e a Sem preconceito (Rua Vitória, 861), todas situadas na região central da cidade.

Bem, então é só acessar o site www.cidadedesaopaulo.com/lgbt e conferir um ótimo e bem pensado roteiro.

Acesse aqui o Guia para Download.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O público GLS de baixa renda também consome




Se observarmos os serviços e produtos ofertados exclusivamente ao público GLS podemos perceber que a maioria volta-se somente a consumidores de classe A e B. Porém muitos se esquecem dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que se concentram nas classes mais baixas (C, D e E), que são inclusive maioria neste país, por isso o uso dos termos "popular" e "massificado".

Então vamos observar  algumas particularidades deste segmento:

Devemos levar em consideração que o ambiente em que este público vive o preconceito é bem maior que nas classes mais privilegiadas, por inúmeros motivos que infelizmente não cabem ser comentados aqui. Desta forma muitos se recusam a consumir qualquer tipo de produto/serviço rotulado de GLS, obviamente com medo que suas identidades e preferências sejam reveladas.

No quesito consumo é clara a vontade que eles têm de adquirir um status, a busca por uma imagem através de roupas que chamem mais atenção, com um caráter ou conceito de moda (seguindo tendências ou recriando-as) e o uso de emblemas de marcas e grifes conhecidas, sejam elas verdadeiras (em menor quantidade) ou réplicas (em maior quantidade). Com sistemas de parcelamento que facilitam a compra estes clientes têm consumido bastante, e não somente produtos populares, mas também produtos que até pouco tempo atrás eram de exclusividade de classes mais privilegiadas.

Para que se sintam a vontade para expressar  quem realmente são e consumir o que desejam alguns se encontram obrigados a frequentar locais que infelizmente exijam mais de suas aparências, talvez um processo que mascarize suas verdadeiras essências a fim de enquadrar-se aos locais que passam a frequentar. Desta maneira um preconceito dentro da própria comunidade LGBT cresce cada vez mais, onde o uso de gírias passa a identificar e até segregar pessoas de classes mais baixas.

Um fenômeno interessante deve ser observado; gays, lésbicas, bissexuais e trangêneros com faixa etária entre 15 e 20 anos não encontram nenhum tipo de pudor em revelar suas preferências e identidades, alguns chegando a ponto de reforçar suas identidades de gênero com comportamentos que a sociedade pode considerar como “afetado”, seja este afeminado para os homens ou masculinizado para as mulheres.

Levar um pouco da "homocultura" a periferia e bairros de classe média que não se enquadram a estes comportamentos é uma das maneiras de se desenvolver um mercado local que atenda a estes consumidores.

Se hoje podemos observar pequenas passeatas e paradas em prol da diversidade ocorrendo em bairros mais afastados e periféricos é por que muita coisa tem mudado. Acabar com a imagem de que um produto bom, bacana, e "hype" são caros e só são encontrados em bairros mais caros é abrir portas para que novos profissionais possam mostrar seus trabalhos e que culturas e comportamentos específicos possam sair do "gueto" e encantar o restante da sociedade com ensinamentos de uma realidade  diferente.


Resumidamente: produtos focados vendem muito bem pela Internet, pela segurança e sigilo que oferecem. Se o interesse for expor em algum ponto de venda, poucas e pequenas lojas normalmente localizadas em regiões centrais ou bairros alternativos são uma boa pedida, porém podem vender menos e atendem a clientes assumidos em todos os aspectos. Trabalhar com uma imagem que respeite a diversidade e que não se foque somente ao consumidor LGBT é abrir um leque de opções a diferentes clientes, e costuma dar muito certo.

Facilitar o pagamento, promover liquidações, promoções e desenvolver uma imagem sobre seu produto que remeta algo com um pouco de status e fortes referencias as tendências de moda irão garantir sua sobrevivência no mercado. E uma última dica, nunca utilize mensagens ou imagens preconceituosas e estereotipadas, por mais que seu cliente seja considerado pela sociedade um/a “afetado/a”, rotulação esta ridícula e infantil, ele é um ser humano, um cliente e um ótimo consumidor.




Fica mais uma dica, clientes LGBT's adoram viajar, e vale a pena atende-los bem e facilitar as formas de pagamento de passagens aéreas, pacotes de viagens e etc.



Confira também a  matéria "Mapa GLS ganha points até na periferia de SP" do site Estadão.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Desejo Assassino por Amor

Que tal um pouco de arte para começar o ano ?? (tudo bem que ele ainda não terminou)

Este é o primeiro de muitos que postarei neste blog, e aguardem, pois mais alguns sairão da parede de casa e serão transportados direto á este ambiente virtual.

Criador: Alexandre Gaspar

Espero que gostem....







Este desejo incontrolável por amor tornou-se assassino.

Por trás do belo rosto, cuidadosamente pintado para impressionar, se esconde uma criatura fatal.

Observe, sinta que naquele olhar o mais primitivo instinto animal; humano também; mostra uma beleza única.

Este desejo, desejo assassino por amor.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sessão Expressão - Apenas uma dança



Deixaras que meu corpo dance junto ao seu?
E que através dos movimentos nossos corpos se toquem, epiderme e sentimentos?
Que a harmonia da música nos carregue por entre as nuvens, mesmo que a sociedade nos considere indignos de alcançar tal proeza?
Deixaras que eles digam o que devemos fazer?
Peque minha mão, segure com força.
Não penas eu, mas você também deverá me levar nesta dança.
Não temos papeis, nem sexo, nem pudor.
Somos apenas dois corpos, duas almas.
Vamos dançar e mostrar a beleza contida em nossas vidas.
Olhares, toques, sensualidade, fantasia e as vezes ingenuidade.
Apenas uma dança; me concede ela?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Homossexualidade em novelas e programas humorísticos



Agora fica a pergunta querido leitor, será que aos poucos esta situação tem melhorado, ou apenas tem sido mascarada, para atender as pressões de grupos ativistas ???

Na minha opinião, muita coisa ainda deve ser feita na mídia para que um dia se possa afirmar que a comunidade LGBT realmente é mostrada nela, de forma natural e respeitosa.

Comunicação Integrada de Marketing e o segmento LGBT part.3



Televisão
A televisão é um dos meios de comunicação utilizados pela comunicação integrada de marketing que normalmente tem um custo alto, porém um bom retorno. Dividimos esta comunicação em duas partes:

TV aberta
Pelo grande numero de telespectadores e cidades alcançadas, a tv aberta tornou-se hoje um dos maiores meios de comunicação de massa (vale ressaltar que a Internet começa a superar sua cobertura). Envolve quase todos os sentidos do consumidor (imagem, som e movimento), conta com uma grande audiência por independer do grau de instrução do telespectador, gera moda, interesses e opiniões em todas as camadas sociais, tem um forte impacto por trabalhar com imagem, é imediatista pela agilidade e rapidez da comunicação e por incrível que pareça tem um baixo custo relativo, onde o custo por mil telespectadores é menor em relação a outros meios mais seletivos, como por exemplo a tv paga.

Podemos apontar como desvantagem a utilização deste meio de comunicação sua dispersividade, que ocorre em alguns casos por causa de sua alta cobertura de público e um custo absoluto alto.





TV paga
Apresenta quase todas as definições da TV aberta, porém o que a caracteriza é a segmentação e diversificação do conteúdo editorial, além de possuir um público qualificado com predominância das classes sociais A e B.
O custo absoluto do comercial é baixo proporcionalmente à participação de audiência de cada programa/emissora que também apresenta baixos índices de audiência. Porém com um período mais longo de veiculação os resultados de cobertura e freqüência média representam índices significativos para a divulgação de uma marca.

Canais fechados são mais seguros para anunciantes que querem atender o público GLS, ou pelo menos aqueles que não querem arriscar e quem sabe mudar um pouco a consciência das pessoas anunciando na TV aberta. Desta forma é mais fácil informar-se de qual/is canais a presença LGBT é maior não havendo grandes problemas no tipo de material e informação a ser passada em anúncios e merchandising’s.Uma maneira fácil é procurar canais que exibam em sua programação seriados com personagens GLS ou até seriados específicos a estes gêneros, como exemplo temos a HBO que exibiu o seriado Queer as Folk, versão norte americana de uma produção Inglesa que se foca na historias de vida de gays masculino e o canal Warner Channel conta em sua programação o seriado lésbico The L World.





Nota Histórica
Por volta da década de 70 dois anúncios foram lançados na TV com temática homossexual (um de um perfume e outro de uma marca de creme de leite), ambos com surpreendente aumento de venda, segundo Trevisan (2000). Dando inicio a uma série de comerciais que passariam a retratar o consumidor GLS, uma atitude inovadora e corajosa para a época, estes comerciais tratavam de personagens reais em situações cotidianas ou utilizavam humor (com uma carga de preconceito embutido nas mensagens).

Durante as décadas de 70 e 80 o mercado homossexual Brasileiro encontrava-se limitado devido ao regime militar, a recessão econômica causada pela dívida externa e a inflação descontrolada (Parker, 1999). Foi no início dos anos 90, com a adoção de políticas neoliberais que o mercado GLS passou a ter um aumento substancial e então a produção e exibição de comerciais realmente voltados aos consumidores GLS.



Dentre este anúncios cito o “Namorados” de 1994 criado para a Folha de São Paulo, o “Pai & Filho” das camisinhas Jontex da Johnson & Johnson, um anúncio veiculado pelo Ministério da Saúde em 2002 chamado “Namorado”, uma campanha de prevenção e conscientização ao uso da camisinha e o comercial do portal “O site” intitulado “Beijos”, que mostrava diversas pessoas se beijando inclusive um casal gay e outro de lésbicas, veiculado em horário noturno na Rede Globo, SBT, Bandeirantes e alguns canais a cabo em dezembro de 2000.



Fontes

Sopa de Letrinhas? – Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90, por Regina Facchine – editora Garamond Universitária.

Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade, por João Silvério Trevisan – editora Record.

Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo, por Adriana Nunan – editora Caravansarai.

Comunicação Integrada de Marketing, por Duda Pinheiro e José Gullo – editora Atlas.

Vale a pena conferir:Identidades coletivas, consumo e política: a aproximação entre mercado GLS e movimento GLBT em São Paulo - por Isadora Lins França
Só para rirmos um pouco.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quero compartilhar com vocês caros amigos, em especial Marcelo Dalla e
Paulo Braccini, uma feliz noticia que recebi hoje. Tive o prazer de ter uma matéria de meu blog publicada no site arrasabi.com.br, de Junior Garrido.

Nem preciso dizer o quanto isso representa para mim, e quero desde já informar que apartir de hoje o blog A.Gaspar e o site Arrasabi estarão trabalhando em conjunto.

E vamos que vamos.

Confira: A comunicação no mercado LGBT e suas particularidades, no site Arrasabi.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2009 Seatle Lesbian & Gay Film Festival



Confira : www.seattlequeerfilm.com

Adorei a música.

Travestis, Trangêneros e campanhas publicitárias



Grupo Entlaids - Travestis e transexuais realizam encontro nacional no Rio de Janeiro - pelo site Mix Brasil


Por um acaso você já viu alguma propaganda que mostra uma Travesti ou um Transsexual? Com certeza já, alias provavelmente você tenha visto algo relacionado ao humor. Infelizmente a mídia popular retrata estas pessoas normalmente com um humor negro, ofensivo e ignorante, pelo simples fato de não saberem ao certo o que difere os comportamentos destas facetas da sexualidade humana.

Para muitos Drag Queens, Travestis e Transsexuais são a mesma coisa, são todos “viados”, mas acho que algumas coisas devem ser esclarecias, como por exemplo, não existem “viados”, e sim homossexuais, e não, Drag Queens, Travestis e Transsexuais não são a mesma coisa.

Drag Queen é um personagem caricata que uma pessoa utiliza para divertir e entreter, e se muitos não sabem, nem todas as Drag Queens são homossexuais.

Ser uma ou um travesti é uma condição psicológico na qual um indivíduo se veste/traveste com roupas e acessórios que mudem sua aparência, no caso para o sexo oposto. Alguns utilizam de meios cirúrgicos para parecer ainda mais com o outro sexo, porém ainda não são considerados transsexuais.

O que pode ser definido como Transsexual é a pessoa que quer mudar de sexo, passando por um processo longo ao qual vai se preparando até fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Durante este processo de preparo um transsexual pode ser igual a uma travesti, mas o que difere é que um travesti não quer mudar de sexo, e sim mudar temporariamente sua identidade de gênero.

Identidade de gênero e identidade sexual de uma pessoa são termos completamente diferentes. Enquanto o sexo é biológico e não há mudança (exceto em casos de hemafroditismo ou transsexualismo) a identidade de gênero representa uma vontade psicológica, ou seja, que gênero a pessoa quer assumir, masculino ou feminino?

Neste caso a mudança pode ocorrer de diversas maneiras, e dependendo do quão bem e completo a pessoa possa sentir-se com a identidade de gênero escolhida ai começa um desenvolvimento que deve ser acompanhado por especialistas, como psicólogos, se necessário psiquiatras, médicos e etc, para que então uma cirurgia possa ser marcada, com indicação e autorização médica.

Observe agora uma campanha publicitária desenvolvida pela Philips, onde o produto ofertado é o depilador Philips Satinelle Ice, e a mensagem é dirigida diretamente ao público LGBT, mais necessariamente à travestis e transsexuais.

Como comentado em matérias anteriores tratar do assunto com naturalidade e utilizar de uma linguagem que não seja ofensiva e estereotipada garantem um excelente material publicitário e promocional.


sábado, 5 de dezembro de 2009

Devemos nos conhecer mais a fundo



Eu iria escrever um pequeno texto sobre o vídeo, mas percebi que não precisaria, pois ele já fala por si só.


Mas fica um pensamento:

Tudo aquilo que rejeitamos, condenamos e criticamos, sem nem ao menos conhecer nada mais é que um medo interno, de ser, estar, gostar e etc. O ser humano projeta no comportamento preconceituoso o que ele realmente é no fundo e o medo de que tal situação possa mostrar aos demais seus desejos mais profundos, por isso a ignorância e violência. Grande parte do que nos incomoda em outras pessoas nada mais é que um reflexo de nosso interior, afinal de contas, se alguma coisa nos toca assim é por que não estamos bem resolvidos internamente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Comunicação Integrada de Marketing e o segmento LGBT part.2




Eventos promocionais e Patrocínios

Estes eventos acontecem normalmente em clubes noturnos e saunas. O interessante é ficar atento às comemorações de cada um, principalmente em meses de aniversario destes estabelecimentos, uma forma simples e eficiente é manter contato através de mailins e etc.

Outra dica interessante é preparar toda uma ação de promoção no mês do orgulho LGBT (que em São Paulo ocorre por volta do mês de maio e junho) e nas comemorações que fazem parte de sua programação que podem ocorrer em meses diferentes dependendo do estado.

Eventos de moda e música atraem em peso estes consumidores, merecendo uma atenção e cuidado especial, pelo simples motivo de não serem eventos direcionados exclusivamente a este nicho de mercado. Desta forma, fechar parcerias com empresas voltadas ao segmento GLS que estejam ligadas a estes eventos é uma maneira segura de comunicar-se e obter maior sucesso. Mas existem alguns eventos musicais voltados ao público, como por exemplo festas no mês do orgulho Gay, tendas especiais em festas eletrônicas como o Skol Beats, Spirit Of London (organizado pela rádio Energia 97) e a festa Freedon que desde o ano passado ganho uma versão em um cruzeiro, Freedon on Board.








Nota Histórica

Em 1962 a cervejaria Antarctica patrocinava oficialmente bailes gays, como “O Baile dos Enxutos” (Green 1999). Tratando-se da parada do orgulho LGBT; atualmente a maior e talvez único evento do segmento LGBT que ainda receba patrocínio de empresas privadas e públicas sem necessariamente ofertarem algum tipo de produto a este nicho; encontramos várias empresas que patrocinam o evento, mas as únicas que fazem questão que seus nomes e logos sejam expostos durante o evento são hotéis, bares, casas noturnas, saunas e alguns órgãos da prefeitura, ou seja, alguns tabus ainda precisam ser quebrados.
 
Fontes

Sopa de Letrinhas? – Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90, por Regina Facchine – editora Garamond Universitária.

Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade, por João Silvério Trevisan – editora Record.

Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo, por Adriana Nunan – editora Caravansarai.

Comunicação Integrada de Marketing, por Duda Pinheiro e José Gullo – editora Atlas.




Não deixe de conferir os seguintes links:

Milwaukee LGBT Community Center

A publicidade e propaganda como representação GLBT e estratégia de mercado GLS, por André Iribure Rodrigues

sábado, 28 de novembro de 2009

Campanha Publicitária - Levis Jeans



E seguindo a mensagem da campanha de jeans da Levis: Liberdade......liberdade para movimenta-se.

Então seja livre você também, movimente-se, seja quem você é, seja apenas livre.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Direito Homoafetivo - por Maria Berenice Dias




Maria Berenice Dias foi a primeira mulher a ingressar na magistratura do Rio Grande do Sul e a primeira Desembargadora do TJRS, é Pós-Graduada e mestre em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC – RS e Vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, do qual é uma das fundadoras.

Foi a embaixatriz do Brasil na I Conferência Internacional dos Direitos Humanos LGBT do I Word Outgames, que realizou-se em Montreal, Canadá e abriu um dos primeiros escritórios de advocacia especializado em direito homoafetivo. Escreveu o livro "' União homossexual: o preconceito & a justiça'' atualmente renomeado de ''União homoafetiva: o preconceito & a justiça'' , um dos pioneiros neste assunto no brasil.

Agora você pode estar se perguntando,  o porquê deste post ??

Além de ficar a dica e homenagem a esta excelente profissional (espero conhecê-la pessoalmente) lanço a notícia de seu site direitohomoafetivo.com.br, especializado no assunto, que alias ela entende como ninguém. Uma ótima fonte de consulta sobre os direitos que temos como cidadãos, vale a pena conferir.

                                     WWW.DIREITOHOMOAFETIVO.COM.BR

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

" Igual a Você " - Campanha contra o preconceito lançada pela ONU

Vejam que bacana os videos de uma campanha lançada pela ONU no último dia 16, que combate todo tipo de preconceito. Fantastico...















Mais informações :

Site Mix Brasil - ONU lança campanha contra o preconceito; veja os vídeos brasileiros

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Elvis e Madona" para o fim de semana, não percam.




Indico a vocês caros amigos o filme Elvis e Madona, que rola neste sábado no Cine Sesc as 15h30, fazendo parte da programação do 17º Mix Brasil.

 Um filme de Marcelo Laffite que conta a história da  travesti Madona (Igor Cotrim) e da fotógrafa e motogirl Elvis (Simone Spoladore).Não vou me aprofundar muito, para mais informações acessem o site do Mix Brasil e leiam tudo e mais um pouco sobre o filme.


Mas fica a dica para o final de semana, bom divertimento.


Confira matéria completa no site Mix Brasil:  "Elvis e Madona" é uma das melhores surpresas do cinema nacional.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A primeira Frente Blogueira LGBT do Brasil - Participe




Foi criada a Frente Blogueira pela cidadania LGBT, ação que pretende unir blogs com temática LGBT, ativistas ou não mas que de alguma forma fazem sua parte na concientização pelos direitos LGBTS.

O site Mix Brasil passa todas as informações de como participar, e claro, já entra na causa buscando reais mudanças.

Participe você também, eu já estou nessa. Convide amigos, inimigos e conhecidos, afinal de contas, a união realmente faz a força. A primeira ação é a campanha Não Homofobia, que recolhe assinaturas virtuais pela aprovação do PLC 122.

Como diz o ditado, de grão em grão, a galinha enche o papo. Desta forma, de blog em blog vamos utilizar da internet como um forte meio de protesto e expressão.

Mais informações:   http://www.frentelgbt.com.br/ 

Confira também a matéria Chegou a hora de mudanças aqui.

sábado, 21 de novembro de 2009

Spandex Comic - Um "novo" estilo de GIBI




Recentemente li no site a capa a notícia de um gibi LGBT que será lançado na Inglaterra. Com muito humor e boas sacadas trata-se de um material bem inteligente, mente aberta e quase inovador.

Confira alguns links que separei com mais informações sobre a edição. Boa leitura e bom divertimento.




Site a Capa
Spandex: coletivo de heróis gays chega às bancas da Inglaterra. 
 
Site forbiddenplanet.co.uk
O Men and gay superheroes in Brighton – Matt Badham dons his sparkliest spandex to talk to Martin Eden

Site oficial do Spandex Comic  
spandexcomic.wordpress.com




Os personagens (que adorei):




 Butch aqui.   

                                                             

                              Diva aqui.







Glitter aqui.





                                 Indigo aqui.







 Mr. Muscle aqui.


















                                                                                    Neon aqui.











Prowler aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Do começo ao fim - 13º Festival de Diversidade Sexual - Mix Brasil

Na minha opinião, uma das melhores e infelismente uma das poucas produções brasileiras do gênero, vale a pena conferir.




Segundo o site Mix Brasil.org:



Pela primeira vez na história do Mix Brasil, o festival será aberto com uma produção nacional. E não é qualquer produção: trata-se de Do Começo ao Fim, de Aluizio Abranches, um dos filmes mais aguardados pela comunidade gay brasileira (e também pela internacional) desde que se começou a veicular na internet, em meados deste ano, um promo de quase cinco minutos, recorde de acessos no YouTube.

O filme fará sua estreia exclusiva no festival e conta a história de amor entre dois belos meio-irmãos. Se a homossexualidade entre jovens já é um tema raro no cinema brasileiro, o que dizer se esta vem associada ao incesto?


A médica Julieta (Julia Lemmertz, que protagonizou Um Copo de Cólera, de 1999, trabalho anterior de Abranches) é mãe de Francisco (Lucas Cotrim quando criança e o ainda estreante João Gabriel Vasconcellos quando adulto), fruto de seu relacionamento com o argentino Pedro (Jean-Pierre Noher). Depois da separação, ela conhece o arquiteto Alexandre (Fábio Assunção), com quem tem seis anos depois outro filho, Thomás (Gabriel Kaufman/Rafael Cardoso, ator da novela global Beleza Pura e da futura minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva). Como cria os meninos juntos, a mãe é a primeira a perceber que no carinho entre os dois se desenha uma sólida paixão. Esse intenso afeto também é notado por Rosa (Louise Cardoso), governanta e cúmplice dos meninos.


O que chamou a atenção nas cenas vistas em internet são as muitas passagens de intimidade e sensualidade entre os irmãos adultos, personificados por uma bela dupla de atores que não teve pudores. Foi o bastante para a mídia se movimentar e a curiosidade e a expectativa crescerem. Com essa premissa escrita em próprio punho, Abranches apresenta um manifesto em favor da liberdade num mundo cada vez mais contaminado por regras e opressões. ?O filme conta a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância?, afirma o realizador.


A promessa de um tratamento adulto e honesto para a trama e para as questões que suscita confirmam a essência libertária e o talento para assuntos delicados de Abranches. E mais do que justificam a presença histórica desse aguardado filme como a obra que dá o pontapé inicial a este 17º Mix Brasil.

 BRASIL x 2009 x 99 min.


DIREÇÃO, ROTEIRO: Aluisio Abranches

ELENCO: Gabriel Kaufmann, Rafael Cardoso, Lucas Cotrin, João Gabriel Vasconcellos, Júlia Lemmertz, Fábio Assunção, Louise Cardoso, Jean Pierre Noher

PRODUÇÃO: Aluisio Abranches, Fernando Libonati, Iker Monfort, Marco Nanini

FOTOGRAFIA: Ueli Steiger



Mais informaçãoes - http://www.mixbrasil.org.br/

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Comunicação Integrada de Marketing e o segmento LGBT.

A comunicação Integrada de Marketing utiliza todos os elementos e mídias da comunicação para elaboração de um planejamento de marketing a fim de potencializar resultados e imagens de uma empresa, um produto ou uma marca. Desta forma uma grande pesquisa de marketing é feita para depois fazer um levantamento sobre as mídias e suas características, para que depois sejam escolhidas quais devem ser trabalhadas.

Ao pensarmos em uma comunicação integrada de marketing voltado ao segmento LGBT devemos levar em conta dois tipos de serviços/produtos: os direcionados ao público (consumo específico deste mercado) e os consumidos tanto por eles quanto por consumidores heterossexuais.

Agora analisando quais os meios de comunicações e mídias utilizados a este nicho de mercado podemos perceber grandes diferenças e particularidades. Então vejamos agora dentre as mídias existentes quais se encaixam hoje neste mercado e quais deixaram de atendê-los de forma direta.


Na primeira parte deste artigo, que por sinal é bem extenso e optei por dividi-lo de acordo com os tipos de mídias, veremos sobre revistas.

Revistas

Utilizar uma revista como meio de comunicação lhe garante uma seletividade de público, em decorrência da grande variedade de títulos existentes em mercado, praticidade e envolvimento racional do leitor, garantindo assim maior credibilidade.

 Para alguns títulos com periodicidade mais longa a comunicação é lenta e existe ainda uma dificuldade de cobertura regional para mercados menores em razão da ausência de cadernos regionais.

 É importante saber que com a popularização da Internet o mercado editorial tem passado por problemas e que uma maneira de sobrevivência é criar uma revista no ambiente virtual, mantendo ainda a impressa em circulação.


Para o mercado GLS a Internet representa mais sucesso e rentabilidade, por se tratar de um ambiente intimista e seguro, uma vez que grande parte dos gays, lésbicas, bissexuais e trasgêneros não se sentem a vontade em adquirir títulos GLS em decorrência do preconceito que podem sofrer, mas esta é uma realidade que vem mudando aos poucos As revistas direcionadas exclusivamente ao público podem dividir-se nos seguintes temas:

Entretenimento, moda, design e comportamento – Estas revistas costumam tratar de quase todo tipo de assunto que sejam de interesse deste público e contando ou não com ensaios sensuais com modelos ou artistas que estejam em alta na mídia.

Obs: Muitas revistas direcionadas a este público fazem suas ações promocionais, como lançamento de uma nova edição, com festas em clubes noturnos. Esta é uma ótima ferramenta de promoção por voltar-se a um ambiente muito frequentado por uma parcela deste nicho, mas não devemos esquecer que existem outros tipos de leitores LGBT's  e que talvez promover uma edição em uma feira ou evento cultural seja uma melhor forma de ofertar um produto, assim como outros ambientes que devem ser estudados com calma.





Moda e comportamento – Toda revista de moda e comportamento atende a uma grande parcela destes consumidores.

Revistas com material erótico e/ou pornográfico – Carregam em seu conteúdo matérias de entretenimento, moda, comportamento, notícias de cunho político e ativista e ensaios eróticos ou nus artísticos. São revistas voltadas exclusivamente a estes ensaios sensuais, e através deles fazem suas promoções de venda, utilizando modelos, artistas ou figuras que estejam em alta na mídia.



Revistas independentes - Existem algumas revistas independentes, normalmente distribuídas em menor escala que atendem a públicos bem específicos, que de uma maneira em geral gostam de arte, cinema e o entretenimento noturno que uma cidade tem a oferecer. Estas revistas fixam-se principalmente em assuntos culturais, comportamentais e às vezes entram com alguma matéria política. Neste caso não há ensaios sensuais ou de cunho mais erótico, o que pode acontecer são fotos artísticas contendo nu. Suas circulações normalmente concentram-se na região central de uma capital ou bairros alternativos.


Nota Histórica


A primeira publicação feita por e para homossexuais foi a revista lésbica Vice-Versa (lançada em 1947), seguida das publicações Mattachine Review (1953) e ONE (1955), ambas voltadas ao homossexual masculino, segundo Adriana Nunan.

Tais publicações eram feitas por ativistas homossexuais, e a comercialização das mesmas era feita em sigilo por serem consideradas ilegais na época (Chasin, 2000).








Durante a década de 1990 as revistas “Femme” (editada em Santos) e “Um outro olhar” tornaram-se as primeiras revistas impressas a serem comercializadas “legalmente” no Brasil.

Segundo João Silvério Trevisan, floresce nesta época uma imprensa lésbica que longe dos modestos boletins de circulação dos anos 80 passam a ser trabalhadas de uma maneira mais profissional e comercial.

A revista Sui Generis, que durou pouco tempo em mercado, era focada no homossexual masculino, e para muitos foi talvez a mais sofisticada produzida no Brasil.
































Confira o blog http://memoriamhb.blogspot.com/2009/09/ontem-dia-23-de-setembro-conversei-com.html



Fontes

Sopa de Letrinhas? – Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90, por Regina Facchine – editora Garamond Universitária.

Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade, por João Silvério Trevisan – editora Record.

Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo, por Adriana Nunan – editora Caravansarai.

Comunicação Integrada de Marketing, por Duda Pinheiro e José Gullo – editora Atlas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Campanha publicitária LGBT - Campari

 

 Produzir uma campanha publicitária com tematica GLS significa trabalhar com alguns simbolos, gestos, códigos que na maioria das vezes somente consumidores LGBTS reconhecem. Muitas vezes não há a necessidade de mostrar um beijo gay e etc, se assim a marca prefirir, nem apelar para personagens forçados.

Com sensibilidade é possivel desenvolver um material que atenda a consumidores heterossexuais e homossexuais, seja com uma simples troca de olhar, personagens próximos mas derrepente sem a necessidade de troca de carícias. Vale ressaltar que o uso da bandeira do movimento LGBT já é considerado"ultrapassado", quando uma empresa a utiliza na tentativa de direcionar o conteudo a este público.

Muitas marcas de bebida já produzem ótimos materiais publicitários e não passam por problemas ao anunciar seus produtos no mercado GLS. A questão toda gira em torno de ética e respeito, afinal de contas o que não ofende e não agride, não traz problemas.

Observe o requinte e a sensibilidade destas duas campanhas publicitárias da Campari, onde ambas mostram um padrão de vida mais alto, segmentando muito bem seu público e brincando com a questão da liberdade, de ser o que você quiser a hora que você quiser. As aparências muitas vezes enganam, então nada de pré - conceitos, aqui a Campari demonstra conhecer muito bem seu público e seu estilo de vida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Conscientização e respeito em comunicações promocionais



Além de comerciais focados no mercado GLS voltados para promoção de produtos e serviços existem comerciais que vão além disso, partindo para uma causa social, ativista. Utilizar de personalidades e figuras em alta na mídia e que respeitem e apóiem a causa LGBT é uma das maneiras de produzir um material de conscientização e respeito.

Ressaltarei mais uma vez que personagens devem ser retratados de maneira natural e em situações cotidianas, promovendo assim uma comunicação direta e nada ofensiva.






Vale a pena conferir o site  www.glaad.org

Propaganda GLS - Heineken

Toyota Corola - Propaganda GLS

domingo, 11 de outubro de 2009

Pink Money ??




Apenas para se ter uma noção do quanto empresas norte americanas investem no segmento GLS e o quanto tem faturado com este nicho de mercado. Para quem ainda não tem idéia da tamanha dimensão e das oportunidades deste mercado, ou ainda tem medo de investir, apenas preste atenção neste vídeo, e analise a maneira como personagens são retratados em materiais promocionais destinados ao público GLS.








Veja matéria sobre turismo GLS em Tel Aviv aqui.

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